Das condutas terapêuticas realizadas no tratamento do câncer, a remoção da lesão acompanhada de radioterapia e/ou quimioterapia. Tanto uma como a outra, trazem efeitos adversos ao organismo. Dentre eles podemos citar:
Mucosite: É caracterizada por uma forte inflamação da mucosa, provocando dor intensa, febre e possibilitando o aparecimento de infecções secundárias;
Xerostomia: Freqüentemente, as glândulas salivares maiores e menores estão envolvidas nos campos de radiação desses tumores, o que causa, na grande maioria das vezes, a diminuição da produção de saliva. Essa diminuição acarreta o aparecimento de infecções fúngicas oportunistas;
Plaquetopenia: Sangramentos gengivais espontâneos ou por escovação traumática.
Cáries de radiação: Tem como características principais a evolução rápida e acometer a região cervical dos dentes;
Osteorradionecrose: É uma seqüela com ocorrência maior nos 3 primeiros anos pós-radioterapia, pode ser provocada por traumas como exodontias (extração de dentes), procedimentos cirúrgicos, próteses mal-adaptadas, infecções periodontais. Segundo o Ministério da Saúde, o tempo de 5 anos deve ser respeitado para a vascularização do osso seja restabelecida e o procedimentos possam ser realizadas dentro de um nível mínimo de segurança;
Neurotoxicidade: Embora raro, representa cerca de 6% das complicações bucais, pois o envolvimento dos nervos adjacentes pode causar dor odontogênica;
Trismo: A abertura bucal pode tornar-se difícil em algumas situações em detrimento da fibrose muscular pós-radioterapia.
A orientação para esses pacientes é manter um nível excepcional de higiene oral para evitar ou diminuir a incidência dessas alterações, esse controle deve ser acompanhado sempre pelo cirurgião-dentista.